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Antíteses do jornalismo

Nunca subestime a capacidade de um jornalista escrever mal. Intencionalmente ou não. Veja alguns exemplos:

  • A travesti foi espancada na prisão. Horas depois, ela foi encontrada pela polícia e foi imediatamente socorrida.
  • Prisão em regime aberto: sim, eu sei que é um jargão legal. Mas não deixa de ser contraditório nem de ser usado pelo jornalismo.
  • VÍDEO: “nova” ilha do Guaíba tem vista privilegiada de Porto Alegre e já atrai visitantes: dois meses após a imprensa esquecer a cheia histórica do RS, o local da tragédia agora é descrito, de forma prosaica, como uma atração turística. O capitalismo do desastre age rápido.
  • Disputa à Câmara: Ex-juiz, vereadora cassada e mulher de deputado formam chapa do PT. Como posso ser mais machista hoje, deve ter se perguntado esse jornalista. Esta e as duas próximas manchetes são do “jornal” Midianews.
  • Jovem de 22 anos é morto a tiros após apaziguar briga de bar
  • “Magistratura não deve ser vista como algo que apodrece”: Dois magistrados foram afastados cautelarmente pelo CNJ por suposta venda de sentença
    A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino, saiu em defesa da Magistratura mato-grossense, após dois colegas serem afastados cautelarmente por suposta venda de sentença.
    “A Magistratura de Mato Grosso é composta por homem e mulheres honrados e é assim que deve ser vista. E não como algo que apodrece, por assim dizer, apenas diante de uma possibilidade de vir a ter algum percalço dentro da sua atuação”, disse a presidente.
    Corrupção de rico é percalço ou polêmica, pessoal. Cuidado para não se confundirem.

E a cereja no bolo machista. A imagem abaixo parece dos anos 1950, mas é apenas dos 90. De um almanaque de cinema da IstoÉ.

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