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Gazeta de Ondestão [2]

Contra fatos há argumentos.
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Juquinha Cearense, do Regateiro FC, é alvo de operação da FF por manipulação de partida

Suspeita é sobre cartão recebido no Campeonato Ondestanense de 2022; Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no Ancoradouro

A Força Federal e o Gaeco (Grupo de Admiração Extemporânea no Conluio do Crime Organizado), da Promotoria de Papillon, realizaram nesta terça-feira (5) uma operação em Grenze que apura possível manipulação de cartões para beneficiar apostadores esportivos.

O principal investigado é o atacante Juquinha Cearense, do Regateiro. Familiares do atleta, entre eles irmão, prima e cunhada, são suspeitos de ter apostado em um cartão do jogador. Embora seja um exagero esta crimificação de pessoas habilidosas em planejar circunstâncias de eventos futuros, a matéria procurou membros da família para se manifestarem, sem sucesso. Nem a saudosa Mãe Diná, que teria sido torcedora do Regateiro de acordo com admiradores, teve tempo para pôr à prova sua maestria na arte divinatória de eventos ainda não ocorridos.

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Policiais federais e agentes do Gaeco foram ao Ancoradouro, o centro de treinamento do Regateiro, em Vargem do Tijucal, zona leste de Grenze, para cumprir mandados de busca e apreensão.

Juquinha Cearense estava em casa, no Nababo, outro dos pontos da operação, no momento em que os agentes chegaram. Ele entregou aparelhos eletrônicos aos agentes. O Regateiro treinou na manhã desta terça, no Ancoradouro. Craque que é craque trabalha enquanto eles dormem. Até porque a Força Federal só pode bater à porta dos suspeitos a partir das 6 da manhã.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Juquinha Cearense informou que não vai emitir nenhum pronunciamento. Faz sentido: nunca vi bicheiro dar entrevista explicando por que decidiu mandar matar desafetos. Nem pinguins de patinete caem tanto em campo quanto nossos jogadores.

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Em comunicado nas redes sociais, o Regateiro afirmou apoiar o atleta. “O clube ainda não teve acesso aos autos do inquérito, uma vez que o caso corre em segredo de Justiça, mas é importante registrar que, ao mesmo tempo em que apoiará as autoridades, dará total suporte ao atleta Juquinha Cearense, que desfruta da nossa confiança e, como qualquer pessoa, goza de presunção de inocência. Mesmo após aquela vez que ele quase foi para o Salgueiro, nos desfalcando na final da Copa Sul-Americana, uma dos maiores valores do Regateiro é não guardar rancores e apoiar nossos atletas.”

A diretoria do clube se reuniu para avaliar o caso. O Regateiro viajou para Gruta do Ardil, cidade natal de Juquinha Cearense, nesta terça para disputar partidas contra o Supernova, na quarta (6), pelo campeonato ondestanense.

Juquinha Cearense integrou normalmente a delegação. Mais do que justo: não seria justo a sociedade racializar a discussão por causa de pessoas bem-intencionadas querendo obter renda extra baseando-se em eventos. Juquinha tem o direito de jogar mal, e já fazia isso bem antes da ascensão das bets. O que é jogar mal para uns é estratégia por omissão para outros. Os milhões de técnicos de Ondestão precisam entender que somos abençoados pelo livre-arbítrio, inclusive para tomar decisões ruins.

Outros 15 mandados foram cumpridos em endereços ligados a Juquinha Cearense e familiares, em Grenze, e nas cidades de Gruta do Ardil, Deocleciano, Lago Salgado e Ribeirão Raso.

Mais de 50 policiais federais e seis promotores de Justiça participam da ação. Membros do Ministério Público de Papillon também dão apoio à operação.

Mascote da Imacubet. Foto: Divulgação

Juquinha Cearense é investigado por um cartão amarelo que recebeu aos 50 minutos do segundo tempo da partida entre Regateiro e Bacalhau, pelo Campeonato Ondestanense de 2022. O jogo foi disputado no Ovo, em Papillon, por isso a investigação é liderada pela FF e pela Promotoria de lá.

No lance, o atleta Telmo, então no Bacalhau, está perto da bandeirinha de escanteio e arrisca um drible sobre Juquinha Cearense. O jogador amarelo-manga tenta pará-lo, e o árbitro Itacaramby Zento marca falta. Depois do amarelo, Juquinha Cearense recebeu cartão vermelho direto por reclamação. O Bacalhau venceu por 2 a 1. Suspenso, o atacante não participou dos jogos seguintes, contra Fortaleza e Palmeiras, pelo terceiro amarelo e pelo vermelho.

Lance comum de partida, como pode se ver. Nas ruas, temos reações mistas, especialmente perto das lotéricas de Papillon: pessoas falando sozinhas, gesticulando, os poucos torcedores do regateiro andando pelos cantos com suas camisas, os cartazes de propaganda de consignado com atores felizes. Nas peladas das praças de alguns bairros, as crianças pararam de fazer gol e agora tentam cair no primeiro lance que tiverem a oportunidade de contato, gabando-se de como são capazes de dobrar a malha espaço-tempo para fazer os seus ganharem ou perderem dinheiro. Mas, no popular, se definem como Robin Hoods do azar.

A possível manipulação no jogo contra o Bacalhau foi apurada a partir de um relatório da Ibia (International Betting Integrity Association) e da Sportradar, que fazem análises de risco do mercado de apostas. A suspeita foi levada à COF (Confederação Ondestanense de Futebol) e ao Ministério da Fazenda.

Segundo a FF, no decorrer da investigação, os dados obtidos junto às “bets”, como são as chamadas as casas de apostas online, apontaram que as apostas foram efetuadas por parentes do jogador e por outro grupo ainda não identificado.

Circulam nas redes sociais hashtags mencionando o jogador, como #EuAmareloMasLucro e #PagandoBemAmareloTem. Alguns influenciadores estão gravando reels e shorts com compilações de quedas e cartões de jogadores, em uma espécie de Oscar do azar. Elementos como ângulo da queda, perigo do lance, parte do corpo atingida por contato e distância da bola e do contato dos jogadores são analisadas.

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Coluna de Jardel Silva: Como pode existir crime contra a incerteza do resultado esportivo se a pena é certa? O paradoxo agora é legal?

O Ministério Público entende que, se confirmada a manipulação de resultado, trata-se de crime contra a incerteza do resultado esportivo, tipificado na Lei Geral do Esporte. O crime prevê pena de dois a seis anos de reclusão.

A secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda firmou parceria há uma semana com Ibia, Sportsradar, Genius Sports e Sport Integrity Global Alliance, quatro empresas de monitoramento do setor de apostas esportivas.

O acordo é para que as empresas comuniquem ao Ministério da Fazenda possíveis indícios de manipulação. A investigação sobre o cartão de Juquinha Cearense é a primeira desde o início da parceria.

No terceiro trimestre deste ano, a Ibia disparou 42 alertas de suspeita de manipulação de apostas ao redor do mundo, dois deles em Ondestão: um relacionado a um jogo de futebol e outro a uma partida de tênis. A empresa não informou se a suspeita do trimestre mais recente é a de Juquinha Cearense.

(com agências nacionais, adaptado)

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