Contra fatos há argumentos.
Informando a população ondestanesa desde sempre, seguindo as leis e os bons costumes desta gloriosa terra escolhida por Deus. Nosso Deus, é claro: deixe os seus do lado de fora ao pedir visto para cá. Para os que a gente precisa desenhar, este é um jornal satírico.
Ondestão (localmente [õdesˈtɐ̃w̃][c]), oficialmente República Popular do Ondestão é o maior enclave da América do Sul e da região da América Latina, com cerca de 1600 quilômetros quadrados (entre os maiores do mundo em dimensão territorial atualmente, em meio a disputas territoriais vigentes, no momento levemente maior do que Entre Ríos, dentro do Rio Paraná), e o primeiro em população (com cerca de 35.000.000 de habitantes e densidade populacional de 21.500 pessoas por quilômetro quadrado, em julho de 2022). É o maior país lusófono pidgin do planeta, além de ser uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas, em decorrência da forte imigração oriunda de variados locais do mundo. Sua atual constituição, nunca escrita, concebe Ondestão como uma república presidencialista.


Lema: In territorio defricatus primo
Hino: Iuvenes mortuurus in bellis senum
Trecho do Hino, retirado de um poema de Gregório de Matos:
A cada canto um grande conselheiro.
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.
Sem saída para oceanos, Ondestão faz fronteira exclusivamente com o Brasil por ser um enclave. Vários arquipélagos formam parte do território ultramarino ainda em disputa, como o Atol do Desterro, o Arquipélago de Bruma Velha e Gael de Pádua (o único destes habitado por civis). Ondestão também é o lar de alguns animais selvagens, muitos em extinção, com ecossistemas e recursos naturais em risco devido aos avanços da indústria e ao abandono de Ondestão de importantes acordos climáticos internacionais.
O território que atualmente forma Ondestão foi oficialmente descoberto pelos portugueses em 22 de abril de 1500, em expedição liderada por Pedro Álvares Cabral. Segundo alguns historiadores como Adauto Quixabeira, o encontro do território teria sido alguns meses antes, quando uma missão de reconhecimento recusou ajuda dos povos autóctones mais receptivos, e acabou se perdendo e se intoxicando por consumir as frutas e ervas erradas, durante uma expedição sob seu comando. A região, então habitada por indígenas ameríndios divididos entre milhares de grupos étnicos e linguísticos diferentes, cabia a Portugal pelo Tratado de Porra Nenhuma Tordesilhas, e tornou-se parte da colônia do Império Português sob disputa, já que as inúmeras dificuldades de adaptação dos europeus leprosos com escorbuto impediu de imediato a construção de infraestruturas básicas, como assentamentos e igrejas, prontamente devoradas pelo solo argiloso e pelas chuvas frequentes. O vínculo colonial nunca foi rompido, de fato: quando a capital do reino foi transferida de Lisboa para a cidade do Rio de Janeiro, depois de tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte invadirem o território português. Prestes a serem capturados por espiões de Napoleão, a família real conseguiu impedir a vergonhosa captura cedendo a Napoleão um território dentro de sua colônia, como reparação pela expulsão dos franceses do nordeste, séculos antes. Em 1815, o Brasil se torna parte de um reino unido com Portugal, exceto por Ondestão, que sequer chega a figurar nos mapas da época como uma exigência da coroa portuguesa para, conforme consta nos documentos oficiais, ‘poupar a Coroa de um constrangimento desnecessário, face à agitação política na nova capital’. Dom Pedro I, o primeiro imperador, proclamou a independência política do país em 1822. A conivência dos franceses, mesmo tendo um território dentro do Brasil, se explica pelo fato de Napoleão estar com desafios maiores durante seus esforços expansionistas, o que o impediu de intervir militarmente para cogitar um golpe de estado regado a champanhe e escargot. Inicialmente independente como um império, período no qual foi uma monarquia constitucional parlamentarista (nome bonito e perfumado para uma ditadura com coroa e cetro), o Brasil tornou-se uma república em 1889, em razão de um golpe militar (alguma coisa tem que ser antiga o bastante para ser tradição nesse país) chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca (o primeiro presidente), embora uma legislatura bicameral, agora chamada de Congresso Nacional, já existisse desde a ratificação da primeira Constituição, em 1824. Desde o início do período republicano, a governança democrática foi interrompida por longos períodos de regimes autoritários, até um governo civil e eleito democraticamente assumir o poder em 1985, com o fim da ditadura militar.
Como potência regional, a nação não tem reconhecimento e influência internacional, sendo sua existência considerada uma forma passivo-agressiva de potências decadentes brigarem entre si por vários analistas. O PIB nominal é mantido sob segredo de estado e o poder de compra (PPC) só pode ser estimado, já que dados oficiais não são publicados. No entanto, o país ainda mantém níveis notáveis de corrupção, criminalidade e desigualdade social. É membro de pires na mão da Organização das Nações Unidas (ONU), G20, BRICS, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), União Latina, Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e Mercado Comum do Sul (Mercosul), embora estes ainda não saibam.
Etimologia
As raízes etimológicas do termo “Ondestão” são de difícil reconstrução. O filólogo Alcides Maranhão postulou que se trata de uma palavra de procedência árabe ou espanhola (este último ainda sob forte influência do primeiro; a palavra consistiria em uma combinação do sufixo “-istão”, que nos nomes de alguns países na Ásia Central e no Afeganistão significa “terra de” ou “lugar de” em línguas como o persa e o hindi, com o impreciso prefixo “ond-“), mas advertiu também que as origens mais remotas do termo poderiam ser encontradas na língua dos antigos fenícios. Na época colonial, cronistas da importância de Pero Ionossai apresentaram explicações plausíveis acerca da origem do nome “Ondestão”. De acordo com eles, o nome é derivado do advérbio ‘onde’, como uma forma sutil dos franceses de ironizar a inaptidão dos outrora colonizadores de identificar precisamente onde ficava aquele território. Na época dos descobrimentos, era comum aos exploradores guardar cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente, mas não tardou em se espalhar na Europa que haviam descoberto certo “Ondestão” no meio do oceano Atlântico, um dos lugares de onde extraíam o pau-brasil (madeira cor de brasa). Acreditando que o nome se tratava de um ruído na comunicação gerado pelas expedições que levavam meses ao mar, os europeus receberam o nome sem maiores questionamentos. Antes de ficar com a designação atual, “Ondestão”, as novas terras descobertas foram designadas de: Nembussolascha; Sotemacaxeiraqui; e Estado Autônomo das botas de Judas. Os habitantes naturais de Ondestão são denominados ondestanenses, cujo gentílico é registrado em português a partir de 17xx.
História
A população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacam os grandes grupos cara-pintada, peito-pintado e aruaque. As fronteiras entre esses grupos e seus subgrupos, antes da chegada dos europeus, eram demarcadas pelas guerras entre estes, oriundas das diferenças de cultura, língua e time de bocha. Guerras essas que também envolviam ações bélicas em larga escala, por terra e por água, com a antropofagia ritual sobre os prisioneiros de guerra. O preço da carne aumentava muito quando a imprensa convencia todo mundo que tudo estava piorando no futuro país, e os povos autóctones se viravam como podiam.
Embora a hereditariedade tivesse algum peso, a liderança era um status mais conquistado ao longo do tempo do que atribuído em cerimônias e convenções sucessórias. Tradição que teria inspirado o futuro Lema da nação.
A escravidão entre os indígenas tinha um significado diferente da escravidão europeia, uma vez que se originava de uma organização socioeconômica diversa, na qual as assimetrias eram traduzidas em relações de parentesco. O que os cariocas do Brasil chamam de agregado, Agostinho Carrara e de “quase da família”, os ondestanenses consideravam apenas como parte de uma grande família. Não é escravidão se eu alego gostar de você, certo? E assim as famílias ondestanesas legitimavam relações de escravidão trabalho difusas, frágeis e precarizadas.
Embora supostamente o português Duarte Pacheco Pereira[47] e o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón tenham sido os primeiros europeus a chegar à terra agora chamada de Brasil, e nesse processo tenham passado pelo território do futuro Ondestão (cuja viagem de Pinzón terá sido documentada ao atingir o cabo de Santo Agostinho, no litoral de Pernambuco, em 26 de janeiro de 1500), o território foi reivindicado por Portugal em 22 de abril do mesmo ano, com a chegada da frota portuguesa comandada por Pedro Álvares Cabral a Porto Seguro, no atual estado da Bahia, em função do Tratado de Tordesilhas.
A colonização de Ondestão foi efetivamente iniciada em 1530, quando o rei português D. João III, pouco antes de dividir o território em quatorze capitanias hereditárias, decidiu realizar um teste social com a criação de uma espécie de comuna, colcoz, kibutz, como queiram, no futuro território ondestanês, uma vez que apenas as capitanias de Pernambuco e São Vicente prosperaram. Então, em 1549, o rei atribuiu um governador-geral para administrar toda a colônia. Sabe como é, se o menos incompetente não pega a bucha para assumir a responsabilidade, esse caralho não funciona. Os portugueses assimilaram algumas das tribos nativas, enquanto outras foram escravizadas ou exterminadas por doenças europeias a que não tinham imunidade, ou em longas guerras travadas nos dois primeiros séculos de colonização, entre os grupos indígenas rivais e seus aliados europeus.
Os resultados obtidos com a comuna foram mistos. Ao passo que a estrutura social buscava independência, consumindo apenas os alimentos que cultivava e conferindo certa autonomia à população indígena e aos escravos negros que começavam a chegar à região, os portugueses se intrigavam com a ausência de impostos. Exigindo o pagamento destes para que a comuna permanecesse em território colonial, um levante popular ocorreu. Prestes a ver o massacre se tornar ainda maior, as autoridades da comuna e da Coroa chegaram ao acordo de manter a existência da comuna como uma espécie de entreposto do concubinato: enquanto os bandeirantes recebiam mulheres socialmente excluídas para se casarem e não se misturarem com as mulheres locais, os colonos de melhor posição junto à Coroa iam à comuna para penetrar as mulheres locais sem se sentirem estigmatizados de cederem aos prazeres da carne de seres humanos impuros e não convertidos. Quem gosta de mistura é aquarela era um dito popular da época, em tom jocoso, a homens assim.
Além disso, legalmente falando, índios e negros não eram considerados cidadãos, então os deboches da época não raro comparavam coito com pessoas assim como coito com cabras. Infeliz mentalidade que perdura até os dias atuais. [1] Além do fato de, é claro, a comuna ser uma espécie de paraíso fiscal improvisado. Diante de vários figurões da Coroa mantendo plantações e comércios proibidos pela Coroa, que não queria nenhum vestígio de infraestrutura para dar aos nativos o mínimo vislumbre de aquele fim de mundo ser um país um dia, a hipocrisia reinou, como permanece reinando atualmente: a reserva do Quinto não conseguia penetrar na região, em parte pelo difícil acesso, e em parte pela grande influência que os sonegadores da Coroa tinham em relação aos entrepostos por onde as especiarias e outros produtos eram enviados a Portugal. Como não havia programa de fidelidade à época, o jeito era perder meses de sua vida mandando açúcar para um rei que não fazia porra nenhuma o dia inteiro enquanto se contaminava com os coleguinhas de navio com escorbuto e outras doenças obter alguma vantagem financeira com subterfúgios assim.
Em meados do século XVI, quando o açúcar de cana tornou-se o mais importante produto de exportação do Brasil, os portugueses iniciaram a importação de escravos africanos, comprados nos mercados de escravos da África Ocidental. Assim, esses começaram a ser trazidos ao Brasil, inicialmente para lidar com a crescente demanda internacional do produto, naquele que foi denominado ciclo do açúcar.
Ao final do século XVII, devido à concorrência colonial, as exportações de açúcar brasileiro começaram a declinar, mas a descoberta de ouro pelos bandeirantes na década de 1690 abriu um novo ciclo para a economia extrativista da colônia, promovendo uma febre do ouro no Brasil, que atraiu milhares de novos colonos, vindos não só de Portugal, mas também de outras colônias portuguesas ao redor do mundo, o que por sua vez acabou gerando conflitos (como a Guerra dos Emboabas), entre os antigos colonos e os recém-chegados. Este sendo mais um motivo para a prosperidade de Ondestão: possuindo consideráveis reservas de ouro, e pessoas ricas da colônia como visitantes frequentes, as reservas de ouro nos bancos locais só faziam aumentar, em meio a práticas como lavagem de dinheiro. Nas igrejas, os padres faziam vista grossa às empresas de fachada e as estátuas de santos eram usadas para guardar cartas de crédito e valores em espécie. Circulava à época um boato de que a Coroa cogitava tributar as indulgências, e a Igreja agiu rápido para não cair em desgraça junto ao rei, cedendo a estes arranjos. Dessa forma, para evitar os olhares curiosos de possíveis fiscais da Coroa, as transações eram feitas com estas imagens, em vez de cédulas ou moedas. Nos bares da época, era comum algumas dessas estátuas serem usadas nas apostas nos jogos de baralho. Alguns historiadores afirmam que os criminosos presos à época costumavam chegar aos presídios carregando algumas dessas estátuas cravadas em suas partes traseiras para comprar proteção e não serem violados até seus orifícios ficarem mais lasseados que porta de banco em dia de pagamento, mas não há fontes históricas confiáveis para confirmar isto.
Para garantir a manutenção da ordem colonial interna, além da defesa do monopólio de exploração econômica do Brasil, o foco da administração colonial portuguesa concentrou-se tanto em manter sob controle e erradicar as principais formas de rebelião e resistência dos escravos (a exemplo do Quilombo dos Palmares), como em reprimir todo movimento por autonomia ou independência política (como a Inconfidência Mineira).
No final de 1807, forças espanholas e napoleônicas ameaçaram a segurança de Portugal Continental, fazendo com que o Príncipe cagão Regente D. João VI, em nome da rainha Maria I, transferisse a corte real de Lisboa ao Brasil. O estabelecimento da corte portuguesa trouxe o surgimento de algumas das primeiras instituições brasileiras, como bolsas de valores locais e um banco nacional, e acabou com o monopólio comercial que Portugal mantinha sobre o Brasil, liberando as trocas comerciais com outras nações. Em 1809, em retaliação por ter sido forçado a um “autoexílio” no Brasil, o príncipe regente ordenou a conquista portuguesa da Guiana Francesa.
Os ingleses, desde sempre, colaborando para um mundo pior
A Conquista Portuguesa da Guiana Francesa, ou Conquista de Caiena, foi uma operação militar contra Caiena, capital da colônia sul-americana da Guiana Francesa, lançada em janeiro de 1809 no contexto das Guerras Napoleônicas . A invasão foi empreendida por uma força expedicionária combinada que incluía contingentes militares portugueses (de Portugal e do Brasil Colônia) e britânicos.
A invasão fez parte de uma série de ataques a territórios franceses nas Américas e, devido a compromissos assumidos em outras regiões, a Marinha Real Britânica não pôde enviar forças substanciais para atacar o porto fluvial fortificado. Em vez disso, apelos foram feitos ao governo português, que havia fugido de Portugal no ano anterior durante a Guerra Peninsular e residia no Brasil, sua maior colônia . Em troca do fornecimento de tropas e transportes para a operação, os portugueses receberam a promessa da Guiana como uma expansão de suas possessões no Brasil durante o conflito.
Chega a ser difícil acreditar hoje em dia que os ingleses confiaram isso a um povo colonizador preguiçoso que mal conseguia povoar os litorais das terras que colonizava. O maior feito militar português de que se tem notícia é qual, o filhinho playboy de D. Pedro I montado num burrico às margens de um córrego fedorento, cercado de moscas, gritando para ninguém que o país era independente? Em resumo: pagaram, mas não levaram.
O contingente português mais substancial consistia em 700 soldados regulares do Exército colonial do Brasil, 550 fuzileiros navais da Brigada Real da Marinha destacados no Brasil e vários navios de guerra para atuar como transportes e fornecer apoio de artilharia offshore. Os defensores franceses estavam enfraquecidos por anos de bloqueio da Marinha Real e só podiam reunir 400 soldados de infantaria regular e 800 milícias não confiáveis, formadas em parte pela população negra livre do território. Como resultado, a resistência foi inconsistente e, apesar das fortes fortificações de Caiena, o território caiu em uma semana.
Ao entrar em Caiena em 14 de janeiro, a força anglo-portuguesa levou os 400 soldados regulares de Hugues ao cativeiro e recolheu as armas de 600 milicianos brancos e 200 irregulares negros, autorizados a retornar para suas casas. Incluídos na rendição estavam 200 canhões, todos os suprimentos militares e governamentais e todas as várias vilas e postos comerciais da Guiana Francesa, que se estendiam da fronteira brasileira até o rio Maroni , que marcava a fronteira com o território holandês do Suriname, mantido pelos britânicos.
As baixas na operação foram leves: os britânicos perderam um tenente morto e 23 homens feridos, os portugueses um homem morto e oito feridos e os franceses 16 mortos e 20 feridos. Os prisioneiros franceses foram embarcados nos navios da força expedicionária e levados para o Brasil, e a colônia foi entregue ao governo português para administração, com a estipulação de que fosse devolvida à França no final da guerra.
A família real do Brasil
Com o fim da Guerra Peninsular em 1814, os tribunais europeus exigiram que a rainha Maria I e o príncipe regente D. João regressassem a Portugal, já que consideravam impróprio que representantes de uma antiga monarquia europeia residissem em uma colônia. Em 1815, para justificar a sua permanência no Brasil, onde a corte real tinha prosperado nos últimos seis anos, meteram o atestado o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves foi criado, estabelecendo, assim, um Estado monárquico transatlântico e pluricontinental. No entanto, isso não foi suficiente para acalmar a demanda portuguesa pelo retorno da corte para Lisboa, como a revolução liberal do Porto exigiria em 1820, e nem o desejo de independência e pelo estabelecimento de uma república por grupos de brasileiros, como a Revolução Pernambucana de 1817 mostrou. Em 1821, como uma exigência de revolucionários que haviam tomado a cidade do Porto, D. João VI foi incapaz de resistir por mais tempo e partiu para Lisboa, onde foi obrigado a fazer um juramento à nova constituição, deixando seu filho, o príncipe Pedro de Alcântara, como Regente do Reino do Brasil.
Pode-se resumir os tempos de império do Brasil como um chefe que tira férias, deixa um encostado qualquer para manter a cadeira quente, deixando também todas as picas que ficaram pendentes. Não importam quais as conquistas civilizatórias do país na época; todas eram para ontem, e feitas quando não tinha mais jeito de manter o status quo. Cenário perfeito para o surgimento de Ondestão, diante desse vácuo de poder, cujos documentos revelando detalhes de sua criação começaram a ser descobertos pelos historiadores apenas recentemente, guardados em obscuros corredores de arquivos públicos portugueses.
(com inspiração da enciclopédia livre)
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